O que significa ser agêntico
VERA organiza trabalho que pode ser executado por agentes: ler documentos, reunir contexto, encontrar correspondências, preparar perguntas e usar ferramentas ligadas ao sistema. Um agente pode receber uma responsabilidade delimitada e acompanhar o trabalho que lhe foi atribuído.
A autonomia é definida por acção e contexto. Ler, propor, aprovar e executar são permissões diferentes. Um agente que extrai os dados de uma factura não adquire, por esse motivo, autorização para pagar.
BPMN: o percurso e os intervenientes
Um processo modelado identifica o início, as tarefas, as esperas, os caminhos alternativos e o fim. Cada etapa pode envolver uma pessoa, um agente ou uma operação automatizada.
VERA dispõe de modelação e execução de um subconjunto de BPMN. O processo pode combinar tarefas humanas e automáticas, decisões, mensagens e temporizadores. A sequência e o estado ajudam a perceber porque está um caso parado e quem deve intervir.
Uma instância acompanha cada caso e conserva o histórico dos passos. A modelação suportada deve ser confirmada para o processo concreto; não se presume suporte integral da norma ou um editor visual completo.
DMN: critérios que a empresa pode discutir
Uma tabela de decisão explicita as condições que conduzem a cada encaminhamento. O responsável pelo negócio pode discutir alçadas e excepções sem as confundir com a sequência do processo.
No caso apresentado, uma divergência exige esclarecimento. Um fornecedor novo ou uma factura acima de 5 000 € segue para o financeiro e um segundo aprovador. Entre 500 € e 5 000 €, com fornecedor validado, decide o responsável da obra. Até 500 €, pode aplicar-se um tratamento simplificado autorizado.
Estas alçadas são regras internas do cenário, não limites legais. A tabela encaminha o trabalho; a autorização efectiva para actuar continua a ser verificada. O motor implementa um subconjunto de DMN com avaliação determinística.
FEEL: condições explícitas, resultado explicável
FEEL permite formular condições e expressões, como comparar um valor com uma alçada ou verificar um intervalo de datas. As expressões suportadas alimentam as condições do processo e as células das decisões.
Na demonstração, alterar o montante muda a linha aplicável; assinalar uma divergência dá prioridade ao esclarecimento. O detalhe mostra a expressão que fundamenta esse encaminhamento.
A proposta de um agente passa pelos critérios configurados. A confiança que o modelo declara não se sobrepõe à regra nem concede autoridade adicional.
Integrações externas: receber, consultar e preparar efeitos
As interfaces HTTP e MCP permitem ligar aplicações, agentes e ferramentas ao motor, com identidade e permissões. Podem servir a entrada de informação, a consulta de contexto e as operações autorizadas de uma implementação.
Email, gestão de projectos, contabilidade, bancos e assinatura são áreas de integração a definir por projecto. É necessário identificar o conector concreto, as fontes e destinos, os acessos e a forma de confirmar o resultado. A existência de HTTP ou MCP não significa que todos esses conectores estejam prontos.
O exemplo parte de uma entrada por email e termina com um dossiê preparado para a contabilidade. A configuração real do envio, a aprovação e a confirmação de resultado pertencem ao âmbito da integração. Um resultado externo desconhecido deve ser esclarecido antes de repetir uma operação que possa duplicar o efeito.
Do modelo à operação da empresa
A implementação começa pelo processo existente: que acontecimento inicia o trabalho, quais são as fontes, onde estão os critérios de decisão e quem responde pelas excepções. A partir daí, modelam-se etapas e regras e definem-se as tarefas delegadas a agentes.
O motor articula processos, decisões, expressões e controlo de agentes. O modelo de negócio, os fornecedores de IA, os executores e os conectores são definidos e validados no âmbito de cada implementação.
A aceitação deve observar estados, decisões, documentos e efeitos, incluindo falta de informação, divergências, recusas, interrupções e alterações de acesso. O histórico permite perceber o que o agente preparou, que regra se aplicou e quem decidiu.
Perguntas frequentes
As regras podem mudar sem redesenhar o processo?
A separação entre processo, decisão e expressão permite alterar determinados critérios de negócio sem refazer todo o percurso. A mudança precisa de ser versionada e validada com os casos afectados.
Os agentes podem executar tudo automaticamente?
A autonomia depende da acção, das permissões e das condições do caso. O processo pode exigir aprovação humana ou encaminhar uma excepção, mesmo que o agente apresente uma proposta com confiança elevada.
Já existe integração com todos os programas e bancos?
As interfaces HTTP/MCP são pontos de ligação do motor. Cada conector e operação concreta exige avaliação, configuração e validação no âmbito do projecto.
